A Federação Espírita Brasileira (FEB) foi fundada em 2 de janeiro de 1884, no Rio de Janeiro, com a proposta de unificar, orientar e fortalecer o movimento espírita no país, difundindo a obra de Allan Kardec e promovendo o estudo, a prática e a vivência da caridade. Desde cedo, assumiu um papel editorial e educativo decisivo, organizando traduções, cursos e materiais de apoio aos centros espíritas. A revista Reformador, lançada em 1883 por Augusto Elias da Silva, tornou-se seu órgão oficial, registrando debates doutrinários, notícias do movimento e reflexões morais.

Ao longo do século XX, a FEB ampliou sua presença e ajudou a articular a coesão do espiritismo brasileiro. Um marco dessa trajetória foi o Pacto Áureo, firmado em 1949, que consolidou a proposta de unificação com as federativas estaduais e estruturou o Conselho Federativo Nacional (CFN), instância de coordenação e diretrizes. Essa organização favoreceu a circulação de estudos, campanhas e orientações comuns, preservando a base kardecista e respeitando as particularidades regionais.

No campo editorial, a FEB Editora tornou-se referência na publicação e difusão de obras doutrinárias — de Allan Kardec a autores mediúnicos brasileiros — contribuindo para a formação de trabalhadores e para o acesso do público a estudos sistematizados. Em paralelo, a instituição impulsionou frentes de evangelização infantojuvenil, formação de expositores, promoção social e ações de amparo, em consonância com o princípio espírita de “fora da caridade não há salvação”.

Hoje, com sede administrativa em Brasília e atuação nacional por meio das federativas, a FEB segue dedicada à combinação de estudo, difusão e serviço: preserva acervos históricos, promove encontros e seminários, incentiva o Evangelho no Lar e apoia centros espíritas em sua rotina de acolhimento. Sua história reflete o esforço contínuo de oferecer uma fé raciocinada, valorizar a educação moral e estimular a fraternidade como prática cotidiana.